Uma equipe técnica no Piauí e outra no Rio Grande do Sul podem ter a mesma meta e realidades bem diferentes no dia a dia. É dentro desse cenário que a Aegea, presente em regionais como Águas do Rio, CORSAN e Ambiental Ceará, precisava estruturar um programa de liderança para trainees que fizesse sentido em qualquer uma dessas regiões ao mesmo tempo.
A empresa já tinha um ciclo de gestão de pessoas estruturado havia alguns anos: avaliação por competências, calibração em comitê e mapeamento de sucessão pela metodologia Nine Box. O programa de trainees reunia 56 pessoas espalhadas por diferentes estados, todas em ritmo acelerado rumo à primeira cadeira de liderança.
A oportunidade que surgiu foi conectar essas duas frentes. Preparar quem estava prestes a assumir a liderança para participar, com naturalidade, de um ciclo de gestão que a empresa já levava a sério. Não bastava ensinar conceito de liderança em abstrato. Fazia sentido aproximar os trainees do processo real que eles logo estariam liderando: a mesma calibração, o mesmo Nine Box, a mesma linguagem interna de comportamentos.
“É importante situar os trainees no papel de líder: o líder que eles querem ser e o líder que a Aegea espera que eles sejam, conectado com a nossa cultura.” Alessandra Machado, Human Resources Manager.
A trilha nasceu de uma lógica simples: antes de ensinar conceito, entender quem senta na cadeira. Foram oito encontros, começando pelo autoconhecimento e terminando na prática real de liderar gente:
Tudo começou com um Kickoff presencial em Atibaia, um dia inteiro de dinâmicas de expectativa e uma inversão provocadora: o que cada um faria para ser o pior líder possível, fechado com um painel ao vivo com lideranças da Aegea. Na sequência, a devolutiva coletiva de DISC trouxe o autoconhecimento que sustentou todos os módulos seguintes: perfil comportamental como ponto de partida, nunca como rótulo.
A partir daí, cada encontro online aprofundou uma camada da liderança. Presença executiva e influência trabalhou como calibrar a própria imagem para diferentes públicos, do time técnico à diretoria. Comunicação e assertividade partiu do princípio de que clareza mora em quem escuta, não em quem fala. Narrativa corporativa colocou a mão na massa: cada trainee saiu com o roteiro de uma apresentação real que já tinha marcada na agenda. Gestão de pessoas trouxe o próprio time de DHO da Aegea para apresentar, na prática, a calibração e a matriz Nine Box que os trainees logo estariam usando. Feedback e conversas difíceis fechou o ciclo com simulações de conversas redirecionadoras, alternando entre os papéis de líder e liderado.
O último módulo, sobre sabotadores, não estava no desenho original. Ele entrou depois que as devolutivas individuais mostraram que valia a pena ir além do previsto: entender os padrões de comportamento que ajudaram cada trainee a chegar até ali, mas que já pesavam mais do que ajudavam.











"Depois que você toma coragem para a conversa difícil, as coisas fluem muito mais fácil do que a gente imagina."
"Eu achava que entregar sempre mais fosse o meu trunfo. Hoje entendo que, em alguns momentos, isso pesa mais do que ajuda."
"A gente percebeu que os desafios são praticamente os mesmos em todas as regionais. Muda só o CEP."
"Antes eu ia direto para os números. Aprendi que primeiro preciso entender como a pessoa está."
Com a estrutura de feedback SCI, trainees relataram ter finalmente encarado conversas que estavam no radar havia meses, sem esperar o desconforto passar sozinho.
Em apresentações reais para gerentes e diretores, trainees passaram a ajustar tom e nível de detalhe antes de abrir o PowerPoint.
O ensaio de uma sessão de calibração de avaliação com a matriz Nine Box preparou os trainees para participar, com mais segurança, do primeiro ciclo real de avaliação que vão liderar.
O mapeamento de padrões de comportamento ajudou os trainees a reconhecer quando a exigência consigo mesmos deixava de ajudar e passava a pesar.
A metodologia de narrativa corporativa gerou, ainda durante o encontro, roteiros reais para reuniões e pitches que os trainees já tinham marcados na agenda.
Antes mesmo de assumir a cadeira, trainees começaram a aplicar DISC e liderança situacional com os times que já apoiam no dia a dia.
Com a estrutura de feedback SCI, trainees relataram ter finalmente encarado conversas que estavam no radar havia meses, sem esperar o desconforto passar sozinho.
Em apresentações reais para gerentes e diretores, trainees passaram a ajustar tom e nível de detalhe antes de abrir o PowerPoint.
O ensaio de uma sessão de calibração de avaliação com a matriz Nine Box preparou os trainees para participar, com mais segurança, do primeiro ciclo real de avaliação que vão liderar.
O mapeamento de padrões de comportamento ajudou os trainees a reconhecer quando a exigência consigo mesmos deixava de ajudar e passava a pesar.
A metodologia de narrativa corporativa gerou, ainda durante o encontro, roteiros reais para reuniões e pitches que os trainees já tinham marcados na agenda.
Antes mesmo de assumir a cadeira, trainees começaram a aplicar DISC e liderança situacional com os times que já apoiam no dia a dia.
Se você possuir, informe a data do envento, horário e quantidade de participantes.
Vai ser um prazer contribuir com o momento da sua equipe